domingo, 4 de maio de 2025

Sobre a falta de promoção e divulgação do campeonato norte-coreano de futebol

Como funciona o campeonato norte-coreano? Por onde posso vê-lo? Como você consegue informações sobre este campeonato? É amador ou profissional? É semelhante ao da ex-União Soviética? Qual é o time mais popular? Estrangeiros podem jogar lá?

Essas são algumas da várias perguntas que já recebi desde quando criei a página "Futebol na Coreia do Norte" há mais de uma década. Porém, não tenho como responder a todas com riqueza de detalhes e a "culpa" não é minha.

O campeonato norte-coreano - a divisão principal, a elite do futebol norte-coreano, melhor dizendo - passou por inúmeras mudanças ao longo de décadas, com modificações nas regras e implementação de diferentes sistemas (mata-mata, pontos corridos, mata-mata e pontos corridos, etc). Vale ressaltar que, sim, é profissinal. Não foi sempre assim e possivelmente tornou-se profissional entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990, quando a profissionalização esportiva ganhou força no país.

A seleção norte-coreana que participou na Copa do Mundo de 1966 era amadora, com os atletas tendo mais de um ofício além de jogar futebol pelo clube local (amador), assemelhando-se ao futebol soviético que baseava-se no amadorismo.

As informações que obtenho vêm de sites norte-coreanos como a Agência Central de Notícias da Coreia, Naenara, Rodong Sinmun, Pyongyang Times, Televisão Central da Coreia e Voz da Coreia. O volume e a frequência dessas informações variam com o tempo, refletindo o grau de interesse da mídia estatal em diferentes momentos.

Quanto à presença de estrangeiros na liga, a situação é incerta. Não há confirmação oficial sobre isso. O que posso afirmar com certeza é que jogadores nascidos na China ou no Japão, mas que possuem nacionalidade norte-coreana — por serem filhos ou filhas de norte-coreanos (incluindo aqui o futebol feminino) — podem, sim, jogar.

O time mais popular é o 25 de Abril, que também é o mais vitorioso da liga. No entanto, a questão central que proponho nesta publicação é: “Por onde posso assistir ao campeonato norte-coreano?”

Minha resposta, sincera e objetiva, é: a maneira mais garantida é viajar até a RPDC, comprar o ingresso e assistir in loco.

Até onde sei, não há transmissões de jogos nem mesmo dentro da RPDC. É possível que o canal esportivo, lançado há alguns anos, retransmita a partida gravada após algum tempo — talvez em alguns dias. No entanto, como esse canal não é acessível ao exterior e, segundo as informações que tenho, possui uma grade limitada, com poucas horas de programação no ar e cobertura de outros esportes além do futebol, é muito improvável que realize transmissões ao vivo — algo que já é raro na televisão norte-coreana como um todo.

Há quase uma década, a Televisão Central da Coreia passava alguns jogos do campeonato norte-coreano alguns dias após sua realização, porém, parou completamente de fazê-lo, passando apenas a informar sobre resultados praticamente na mesma medida que as mídias norte-coreanas que se tem acesso no exterior (ACNC, Naenara, Pyongyang Times, etc).

Mesmo quando as equipes norte-coreanas jogaram competições asiáticas, após obter licenciamento da AFC (coisa que já não tem mais, impossibilitando os clubes de participar), a cobertura se limitava a vídeos curtos com gols ou mesmo uma imagem estática com comentários do (a) repórter.

Revistas e jornais locais, como o "Cheyuk Sinmun", dão detalhes adicionais sobre a liga que acabam não sendo transmitidos pelos veículos de comunicação que se tem acesso no exterior.

Mas, por que é assim?

Venho refletindo há anos sobre isso e acredito que hoje tenho uma percepção um pouco mais próxima do que pode ser a resposta para essa questão.

Ao contrário das ligas de vários países do mundo - incluindo as de países socialistas como China e Vietnã - a liga norte-coreana não é concebida em "produto" em nenhum aspecto. 

Nesses países que citei, há difusão sobre a liga principal, torcedores apaixonados por suas equipes e muito comércio envolvido, como compra de camisas, visitas a museus, venda de direito de transmissão, etc. Por outro lado, na RPDC, a noção de "rivalidade" é praticamente inexistente. Embora o futebol seja dito como o esporte mais popular do país e as pessoas tenham suas equipes preferidas, não há um apego "excessivo" por uma equipe, o que é diferente da seleção nacional, que costuma atrair milhares de torcedores animados que tornam os jogos em Pyongyang um desafio para qualquer seleção visitante.

Talvez essa visão sobre "time" e "seleção" esteja relacionada à ideia de "unidade monolítica" da Coreia socialista — uma política estatal que busca unir toda a sociedade sob um mesmo ideal e pensamento, completamente oposta a qualquer tipo de faccionismo ou divisão interna. É possível, apenas possível, que a visão futebolística do exterior, sobretudo a ocidental, não seja compatível com a realidade norte-coreana. Ainda assim, quando se trata da seleção nacional, todos se unem para torcer, integrando aspectos sociais, políticos e esportivos em um único espaço: o estádio.

Sendo assim, talvez a percepção dos órgãos governamentais responsáveis seja a de que não é necessário fazer muito além do que já se faz em relação ao campeonato nacional.

Em algumas publicações de sites como Naenara e Pyongyang Times, é possível encontrar menções a "aficionados" por futebol, que fazem comentários sobre as equipes e até declaram preferência por um determinado time. Essas matérias costumam transmitir a ideia de que os norte-coreanos gostam bastante de futebol — alguns mais, outros um pouco menos — e que, quando podem, acompanham os jogos nos estádios, que geralmente ficam lotados nos fins de semana e feriados. Ainda assim, a impressão que se passa é que o futebol, mesmo com preferências por este ou aquele time, é visto principalmente como um momento de lazer, voltado à apreciação das técnicas e táticas das equipes nacionais.

Como mencionei anteriormente, a Televisão Central da Coreia não transmite mais os jogos do campeonato norte-coreano. No entanto, quando se trata de partidas da seleção nacional realizadas em Pyongyang, essas costumam ser exibidas.

Seria muito interessante se a liga norte-coreana — ao menos a primeira divisão ou, em todo caso, as partidas mais relevantes — fosse transmitida ao vivo de alguma forma, com acesso tanto para o público interno quanto externo à RPDC. No entanto, no cenário atual, é difícil imaginar uma mudança na forma como o país enxerga e administra sua liga nacional.

Quando falo isso, não me refiro a "capitalizar" a competição nacional — em nenhum dos sentidos que essa palavra pode assumir —, mas apenas a oferecer maior visibilidade. Os amantes do futebol, sobretudo os do exterior, que têm pouco acesso ao que acontece nos estádios norte-coreanos, poderiam conhecer melhor as equipes, seus estilos de jogo, táticas e outros aspectos. Seria um verdadeiro intercâmbio futebolístico, como já acontece no restante do mundo, onde é possível acompanhar diversas ligas de diferentes países — algumas com facilidade, por meio da televisão ou de canais no YouTube, outras por meio de sites de streaming.

Como a questão da transmissão ao vivo dentro da RPDC é algo raro, sendo apenas para eventos estatais importantes, é muito difícil imaginar uma transmissão ao vivo de jogos de futebol, muito menos que fosse acessível ao exterior. Pode-se também entrar em questões como a de que a transmissão necessita de satélite e, por questões político-militares, a RDPC pode ter restrições (a Televisão Central da Coreia tem o sinal retransmitido) e, se for por meio de internet, além da questão da cibersegurança ao conectar-se com o mundo, necessitaria de uma boa estrutura de rede e precisaria de um "veículo", como uma plataforma de streaming.

Ademais, dificilmente se faria toda uma reforma na infraestrutura de transmissão, tomariam-se contramedidas para eventuais problemas e ainda se realizaria uma transmissão ao vivo — gratuitamente. O governo norte-coreano, diante de diversas prioridades, dificilmente destinaria recursos apenas para satisfazer o interesse de entusiastas do futebol, que são, em sua maioria, estrangeiros, já que os cidadãos norte-coreanos ao menos têm a possibilidade de assistir aos jogos diretamente nos estádios.

Considerando que o YouTube adota uma política hostil à RPDC — já tendo derrubado diversos canais com conteúdo norte-coreano — e que outras plataformas seguem linha semelhante, qualquer iniciativa nesse sentido precisaria recorrer a meios mais “alternativos”.

Uma proposta de cooperação para viabilizar a transmissão da liga poderia partir do exterior, com financiamento voltado a sustentar esse projeto. No entanto, levando em conta as sanções econômicas impostas ao país, é difícil imaginar esse apoio vindo de países que não sejam China ou Rússia. Mas, nesse caso, estaríamos falando de uma aposta: haveria retorno financeiro suficiente para que o projeto se sustentasse a médio ou longo prazo? Essa é uma questão importante.

Sem dúvida, uma transmissão da liga norte-coreana chamaria a atenção não só de fãs do chamado “futebol alternativo”, mas também de muitos curiosos ao redor do mundo. No entanto, a grande questão é: seria possível manter esse interesse? Seria sustentável ao ponto de justificar todo o esforço envolvido?

Seria um sonho — também para mim — que, um dia, a liga norte-coreana, atualmente chamada de "Primeira Divisão de Futebol da República Popular Democrática da Coreia", pudesse ser transmitida por algum meio. Contudo, no cenário atual, isso ainda parece um objetivo distante.

Por ora, o que me resta é torcer para que, ao menos, a mídia norte-coreana passe a divulgar mais informações, e seguir acompanhando a seleção nacional nas competições internacionais, assim como os clubes norte-coreanos quando participam de torneios asiáticos — espero que, em algum momento, possam voltar a obter a licença para isso.

Espero que essa reflexão possa ajudá-los a compreender a complexibilidade da questão.

*Imagem criada com inteligência artificial com base em duas imagens reais relacionadas com a RPDC

quinta-feira, 17 de abril de 2025

RPDC 🇰🇵 0-3 🇺🇿 Uzbequistão

Em jogo marcado por falhas individuais e arbitragem tendenciosa, a RPDC foi superada com folga pelo Uzbequistão, caindo nas semifinais da Copa da Ásia sub-17.

O Thae Song mandou a campo praticamente a mesma equipe que goleou Singapura na segunda-feira (17) passada, promovendo apenas a entrada de Kang Myong Bom (2) no lugar de Ri Ro Gwon (8) no meio-campo. Porém, diferentemente da partida das quartas de final, a seleção Chollima não conseguiu ser dominante em nenhum momento da partida e sucumbiu com falhas individuais e psicológico fraco.

Após 15 minutos iniciais equilibrados, com ambas as equipes disputando a bola e fazendo marcação forte — além de criarem jogadas ofensivas, com destaque para a linda jogada individual de An Jin Sok (6) —, a seleção uzbeque passou a levar a melhor na partida, e, com uma falha grotesca de Ri Kang Song (20), aos 29 minutos, teve um pênalti a seu favor que, por irregularidade (dois toques na bola), acabou sendo anulado.

Apesar da sorte de não sofrer o gol no rebote da cobrança defendida por Jong Hyon Ju (1), a seleção norte-coreana estava tão desatenta que levou o primeiro gol poucos segundos depois, com Khasanov finalizando da entrada da área.

Incrivelmente, poucos segundos depois, o árbitro e o VAR ignoraram um pênalti claro para a RPDC, em que o defensor uzbeque usou a mão para bloquear a trajetória da bola. E, para piorar ainda mais o cenário, o árbitro praticamente selou o destino da partida ao aplicar o segundo cartão amarelo a Myong Bom (2) em um lance completamente normal

Com um homem a menos, a RPDC viu-se completamente dominada pelo Uzbequistão e, mesmo com a entrada de Ri Kang Rim (11), artilheiro da equipe na competição, ainda no primeiro tempo, não conseguiu levar perigo à meta adversária.

Após voltar sem mais alterações para a segunda etapa, a seleção norte-coreana até tentou lidar com a desvantagem, jogando com mais cautela, e chegou a levar algum perigo em cabeceio de Ri Kang Rim (11). No entanto, logo sucumbiu a erros individuais e coletivos, sofrendo o segundo gol aos 17 minutos e o terceiro aos 20.

Com o jogo praticamente perdido, O Thae Song promoveu algumas alterações para tentar minimizar o estrago. Porém, fora o gol perdido por Pak Kwang Song (9) dentro da pequena área, a RPDC não conseguiu oferecer perigo real ao goleiro uzbeque, apresentando uma péssima pontaria.

Com o apito final, foi adiado o sonho do tricampeonato, encerrando de forma melancólica uma participação até então positiva da seleção Chollima.

Agora, a seleção norte-coreana sub-17 volta seu foco aos preparativos para a disputa da Copa do Mundo da categoria, que será disputada de 3 a 27 de novembro, no Catar.

No outro jogo das semifinais, a Arábia Saudita venceu a República da Coreia nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

1-Jong Hyon Ju, 12-Oh Won Mu (16-Paek Jin Gwang 67"), 3-Choe Chung Hyok, 5-Choe Song Hun, 20-Ri Kang Song, 6-An Jin Sok, 2-Kang Myong Bom, 9-Pak Kwang Song, 17-Kim Tae Guk (22-Han Il Bok 80"), 10-Kim Yu Jin (C) e 7-Ri Kyong Bong (11-Ri Kang Rim 38")

Melhores momentos

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Mestre das assistências

Chae Un Yong, do Clube Esportivo Wolmido, é bem conhecida na RPDC por sua maravilhosa habilidade de assistência.

A capitã da seleção da RPDC jogou como número 20 na Copa da Ásia sub-20 de futebol feminino de 2024, na qual ganhou a Bola de Ouro como a melhor jogadora do torneio.

No jogo de futebol, é importante marcar o gol, mas também é importante o passe para o gol. Por isso, os especialistas avaliam igualmente o marcador e quem entregou a bola.

Também na Copa do Mundo sub-20 de futebol feminino de 2024, ela fez um passe magistral para o gol.

Aos 15 minutos da final, Chae Un Yong, que avançava com a bola, entregou-a a Choe Il Son, que avançava pela direita. Ela driblou habilidosamente as defensoras que impediam seu avanço, mudou de direção, chutou fortemente para o gol com o pé esquerdo e marcou.

Os especialistas avaliaram altamente o sucesso de Chae Un Yong, dizendo que ela possui uma grande consciência da moral competitiva, uma forte constituição e uma técnica de drible magistral. E expressaram a dúvida de que talvez ela tenha nascido em uma família de esportistas.

Mas seus pais eram mais fãs de arte do que de esporte.

Eles não puderam esconder a surpresa quando ela, a última e única filha entre seus três filhos, manifestou sua decisão de praticar futebol, esporte que dava golpes na bola com os pés e a cabeça.

Ela aprendeu a técnica básica de futebol na escola de esportes extracurricular do distrito de Hungdok, na cidade de Hamhung, e, aos dez e poucos anos, se tornou jogadora do Clube Esportivo Wolmido.

Ela se desenvolveu rapidamente e logo foi incorporada à equipe adulta. Em seguida, participou das competições internacionais e, hoje, é a terceira a receber o prêmio de melhor jogadora juvenil da Confederação de Futebol da Ásia de 2023, depois de Ra Un Sim e Sung Hyang Sim, do Clube Esportivo Amnokkang e do Clube Esportivo de Pyongyang, respectivamente.

Chae Un Yong teve a honra de tirar uma foto com o estimado camarada Kim Jong Un na sede do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, juntamente com inovadores laborais e beneméritos, por ocasião do Ano Novo de 2025.

Sim Chol Yong

Naenara (30.03.2025) 

RPDC 🇰🇵 6-0 🇮🇩 Indonésia

Em grande atuação, a RPDC goleou com autoridade a Indonésia nas quartas de final da Copa da Ásia sub-17, conquistando uma vaga entre as quatro melhores equipes da competição.

Com a mesma formação e escalação da partida anterior contra Omã, a seleção norte-coreana enfrentou algumas dificuldades nos primeiros 5 minutos. A Indonésia, grande surpresa da competição e ainda invicta — inclusive com uma vitória sobre a República da Coreia — conseguiu pressionar o setor defensivo norte-coreano no início. No entanto, a RPDC logo assumiu o controle da partida e tornou a missão mais fácil do que se imaginava.

Logo aos sete minutos, após cobrança de escanteio de Pak Kwang Song (9), a bola sobrou para o zagueiro Choe Song Hun (5) abrir o placar com uma finalização precisa dentro da área. Em vantagem logo cedo, a seleção Chollima ganhou confiança e cresceu de produção com um futebol avassalador que praticamente não permitia ao adversário sequer sonhar com o empate.

Aos 19 minutos, Kim Yu Jin (10) ampliou o marcador em finalização forte dentro da área após receber de Kim Tae Guk (17) que ganhou na disputa física com os marcadores.

Após o segundo gol, a seleção norte-coreana reduziu gradualmente o ritmo e passou a ceder mais a posse de bola para a Indonésia, buscando explorar os erros do adversário e definir a partida nos contra-ataques. Ainda assim, continuou criando jogadas ofensivas quando tinha a posse — que, na maior parte do tempo, seguia sendo sua — e levou perigo em algumas finalizações de longa distância.

No entanto, no segundo tempo, a Coreia voltou com intensidade suficiente para praticamente definir a partida em apenas três minutos. Após recuperar a bola próximo da área adversária, Pak Kwang Song (9) avançou e tocou para Ri Kyong Byong (7) ampliar a vantagem.

Com a vaga na semifinal praticamente assegurada, o técnico O Thae Song fez várias substituições para poupar alguns jogadores, testar novas opções e renovar o fôlego da equipe. Entre os destaques das mudanças, estão as entradas de Ri Kang Rim (11) e Pak Ju Won (19), que tiveram bom desempenho.

O quarto gol veio aos 15 minutos, com Kim Tae Guk (17) convertendo uma cobrança de pênalti. Apenas um minuto depois, Ri Kang Rim (11) aproveitou um erro da defesa indonésia, roubou a bola e finalizou para marcar o quinto.

Apesar do ritmo mais cadenciado da Coreia na parte final da partida, ainda houve tempo para o sexto gol. Aos 32 minutos, Pak Ju Won (19), que havia acabado de entrar, balançou as redes.

Com o apito final, a RPDC confirmou sua classificação à semifinal, onde enfrentará o Uzbequistão, que venceu os Emirados Árabes Unidos por 3 a 1, na próxima quinta-feira (17).

Nos outros jogos das quartas de final, Arábia Saudita e República da Coreia venceram Japão e Tadjiquistão, respectivamente, nos pênaltis, após empates por 2 a 2 no tempo normal.

Jogaram: 1-Jong Hyon Ju, 12-Oh Won Mu (16-Paek Jin Gwang 67"), 3-Choe Chung Hyok, 5-Choe Song Hun (15-Kim Se Ung 74"), 20-Ri Kang Song, 6-An Jin Sok, 8-Ri Ro Gwon (2-Kang Myong Bom 49"), 9-Pak Kwang Song, 17-Kim Tae Guk (19-Pak Ju Won 74"), 10-Kim Yu Jin (C) e 7-Ri Kyong Bong (11-Ri Kang Rim 49")

sexta-feira, 11 de abril de 2025

RPDC 🇰🇵 2-2 🇴🇲 Omã

Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa da Ásia sub-17, a RPDC fez uma boa partida, mas acabou sofrendo um empate amargo no último lance do jogo, ficando na segunda colocação do grupo D.

Precisando apenas de um empate para garantir a classificação, a seleção norte-coreana começou impositiva desde o começo da partida, chegando com frequência ao campo ofensivo e levando perigo à meta adversária.

Após finalizações perigosas de Kim Tae Guk (17) e Ri Kyong Bong, aos 1 e 6 minutos, respectivamente, Kim Yu Jin (10) abriu o placar aos 9 minutos, em uma bela jogada individual que terminou com uma finalização precisa, sem chances para o goleiro

Com a vantagem no placar, a seleção Chollima manteve o domínio da partida, chegando com frequência à área adversária. Já a equipe omanense, que tentava conter o ímpeto ofensivo norte-coreano, só levou algum perigo em duas ocasiões esporádicas, sem, no entanto, exigir muito do goleiro Jong Hyon Ju (1).

A Coreia começou melhor também no segundo tempo, porém, encontrava dificuldades na hora da conclusão das jogadas, diante de uma marcação mais bem ajustada do Omã.

Aos 20 minutos, em uma cobrança de falta excepcional, Omã chegou ao empate com Osama Al Mamari. No entanto, esse gol não abalou a seleção do Leste Asiático — ao contrário, serviu como motivação

Os comandados de O Thae Song partiram com tudo para o ataque, acuando a seleção omanense, que passou a não conseguir sequer chegar ao campo ofensivo — nem mesmo em contra-ataques.

Aos 23 minutos, Kim Yu Jin (10) quase marcou em uma finalização de fora da área que desviou na marcação e quase enganou o goleiro. No entanto, foi aos 29 minutos que Ri Kang Rim (11), que havia entrado no lugar de Ri Kyong Bong (7), aproveitou a chance e recolocou a RPDC na frente do placar.

Com a vantagem no placar e garantindo a classificação em primeiro lugar do grupo, a seleção norte-coreana, de maneira geral, controlava bem o jogo e administrava o resultado. No entanto, já nos acréscimos, uma falha defensiva permitiu que Omã chegasse ao empate com Salam.

Com o apito final, a RPDC assegurou sua vaga na próxima fase, mas terminou na segunda colocação do grupo, já que o Tadjiquistão venceu o Irã por 3 a 1 na outra partida da rodada e ficou com a primeira colocação, com 6 pontos. Além disso, a equipe garantiu classificação para a próxima Copa do Mundo sub-17, que será disputada em novembro deste ano, no Catar.

O próximo compromisso da RPDC será contra Indonésia, na segunda-feira (14), pelas quartas de final da competição.

Jogaram: 1-Jong Hyon Ju, 12-Oh Won Mu (15-Kim Se Ung 90"+1"), 3-Choe Chung Hyok, 5-Choe Song Hun (16-Paek Jin Gwang 90"+1"), 20-Ri Kang Song, 6-An Jin Sok, 8-Ri Ro Gwon (2-Kang Myong Bom 83"), 9-Pak Kwang Song, 17-Kim Tae Guk (22-Han Il Bok 83"), 10-Kim Yu Jin (C) e 7-Ri Kyong Bong (11-Ri Kang Rim 58")

Melhores momentos

terça-feira, 8 de abril de 2025

RPDC 🇰🇵 3-0 🇹🇯 Tadjiquistão

Após empatar com o Irã na estreia, a RPDC obteve uma vitória convincente nesta terça-feira (8), ao derrotar o Tadjiquistão pela segunda rodada da fase de grupos da Copa da Ásia sub-17.

Os comandados de Rim Chol Min e O Thae Song foram a campo na formação 4-4-3, com praticamente a mesma composição que na partida anterior, tendo apenas a entrada de Ri Kyong Bon (7) no lugar de Ri Kang Rim (11).

No entanto, ao contrário do jogo anterior, a equipe encontrou dificuldades para dominar a partida, enfrentando obstáculos para criar boas oportunidades no ataque contra a sólida marcação da esforçada seleção tadjique.
Apesar de não sofrer grandes pressões defensivas, a seleção Chollima teve dificuldades na primeira etapa, não conseguindo superar a marcação adversária e impor sua superioridade técnica. A equipe chegou com perigo apenas em finalizações de longa distância. No entanto, vale destacar uma mão na bola não marcada pelo árbitro, que poderia ter dado à seleção norte-coreana a oportunidade de marcar em cobrança de pênalti.

Na segunda etapa, a RPDC voltou melhor e foi aos poucos assumindo totalmente o controle da partida, enquanto o adversário mostrava sinais de cansaço após o esforço na primeira metade. A seleção coreana abriu o placar logo aos cinco minutos, com Pak Kwang Song (9) aproveitando um rebote dentro da área.

Kwang Song (9), que conduzia com maestria o meio-campo, voltaria a marcar aos 13 minutos, recebendo um excelente passe de Kim Yu Jin (10) dentro da pequena área.

Com uma vantagem confortável no placar, a seleção do leste asiático reduziu um pouco a intensidade e permitiu que os tadjiques chegassem mais vezes ao campo ofensivo. No entanto, graças a Jong Hyon Ju (1) e aos defensores, a equipe não foi vazada.

Na parte final, O Thae Song renovou o fôlego da equipe com substituições e conduziu a equipe a retomar o bom ritmo ofensivo. Com isso, a RPDC chegou ao terceiro gol aos 37 minutos, com Ri Kang Rim (11) marcando de cabeça após após belo cruzamento de Kim Tae Guk (17) pela direita.

Nos acréscimos, a Coreia teve algumas boas oportunidades para marcar o quarto gol, mas não teve sucesso por pouco, com um jogador adversário sendo expulso para evitar uma chance clara de Kang Rim (11).

Fica somente a preocupação com Kim Yu Jin (10) que saiu de maca aos 43 minutos do segundo tempo.

Com a vitória, a seleção norte-coreana dá um grande passo em direção à classificação para as quartas de final da competição e, consequentemente, à classificação para a próxima Copa do Mundo sub-17.

No outro jogo do grupo D, Omã venceu o Irã por 3 a 2.

O próximo compromisso será na sexta-feira (11) contra Omã, pela 3ª rodada.

Jogaram: 1-Jong Hyon Ju, 12-Oh Won Mu, 3-Choe Chung Hyok, 5-Choe Song Hun, 20-Ri Kang Song, 6-An Jin Sok, 8-Ri Ro Gwon (2-Kang Myong Bom 83"), 9-Pak Kwang Song, 17-Kim Tae Guk (14-Kwak Tong Myong 88"), 10-Kim Yu Jin (C) (22-Han Il Bok 88") e 7-Ri Kyong Bong (11-Ri Kang Rim 57")

sábado, 5 de abril de 2025

RPDC 🇰🇵 1-1 🇮🇷 Irã

Pela 1ª rodada da fase de grupos da Copa da Ásia sub-17, a RPDC ficou apenas no empate diante do Irã, apesar do bom desempenho da equipe do leste asiático.

A seleção norte-coreana foi a campo na formação 4-4-3, com a tradicional composição de time titular utilizada durante a fase qualificatória em 2024.

Os comandados de Rim Chol Min e O Thae Song impuseram um futebol ofensivo desde o início da partida, com jogadas verticais, rápidas e objetivas, mostrando um bom entrosamento da equipe. Do outro lado, a seleção iraniana, que havia sido derrotada com contundência pelos norte-coreanos na fase qualificatória, procurava adotar uma marcação firme e explorar os contra-ataques, já que não conseguia controlar a posse de bola.

Com sua superioridade técnica e tática sendo evidenciada nos primeiros minutos, a RPDC quase abriu o placar aos 7 minutos, quando Kim Yu Jin (10) cabeceou com perigo após um excelente cruzamento de Ri Kang Song (20). E, na sequência, aos 8 minutos, após uma ótima cobrança de escanteio de Pak Kwang Song (9), o zagueiro Choe Chung Hyok (3) subiu bem e cabeceou para colocar a seleção norte-coreana na frente.

Mesmo em vantagem, a seleção Chollima manteve o domínio da partida e dificultou ao máximo as investidas do adversário. Contudo, por azar, sofreu o empate aos 24 minutos, quando uma finalização de longa distância de Sahneh desviou na defesa norte-coreana e acabou tirando o goleiro Jong Hyon Ju (1) da jogada.

Sem se abalar pelo gol, a RPDC continuou firme em busca do segundo, mas encontrou uma resistência sólida por parte dos defensores iranianos. Isso ficou evidente nos acréscimos, quando a seleção norte-coreana teve oportunidades claras com Kim Yu Jin (10) e Kim Tae Guk (17), mas viu os defensores iranianos salvar praticamente em cima da linha.

No segundo tempo, a Coreia manteve sua superioridade, ficando mais com a posse de bola e criando mais oportunidades ofensivas. No entanto, teve que lidar com uma marcação mais avançada do Irã, que dificultava a saída de bola e quase permitiu a virada, aos 14 minutos, quando Ri Kang Song (20) falhou e precisou contar com uma excelente intervenção de Hyon Ju (1) para evitar o gol adversário e manter o empate.

As entradas de Ri Kyong Bong (7) e Ri Tae Myong (13) deram mais fôlego à seleção norte-coreana, que continuou a pressionar a defesa adversária, mas pecou no último passe. Além disso, um pênalti escandaloso sobre Kim Yu Jin (10) não foi marcado.

Nos minutos finais, diante de um Irã ainda mais recuado e apostando nos contra-ataques, a seleção Chollima passou a arriscar finalizações de fora da área, mas sem sucesso, conquistando apenas um ponto em um jogo em que merecia a vitória.

Com o resultado, RPDC e Irã ficam empatados no grupo D, enquanto o Tajiquistão, que venceu o Omã por 2 a 1, lidera isoladamente.

O próximo confronto da RPDC será justamente contra o Tadjiquistão, na terça-feira (8), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa da Ásia sub-17.

Jogaram: 1-Jong Hyon Ju, 12-Oh Won Mu, 3-Choe Chung Hyok, 5-Choe Song Hun, 20-Ri Kang Song, 6-An Jin Sok, 8-Ri Ro Gwon, 9-Pak Kwang Song (22-Han Il Bok 90"+4"), 17-Kim Tae Guk (13-Ri Tae Myong 68"), 10-Kim Yu Jin (10) e 11-Ri Kang Rim (7-Ri Kyong Bong 60")

Melhores momentos